Santuários

Nossa Senhora dos Remédios (Peniche)

Nossa Senhora dos Remédios (Peniche)

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Descrição

Descrição


A capela, construída no declive rochoso que se estende até ao mar, conserva no seu interior, à esquerda, a antiga gruta escavada no rochedo da beira-mar onde segundo a tradição foi encontrada a imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Aí se venera sob o altar o “Senhor dos Remédios”, imagem de Cristo Morto, de terracota. A encimar o altar um nicho onde provavelmente se venerava originalmente a Imagem de Nossa Senhora dos Remédios, hoje com uma imagem de Nossa Senhora de iconografia não identificável.


O interior destaca-se pelo revestimento integral de azulejos setecentistas em azul e branco – paredes e abobadas - assinados por António de Oliveira Bernardes, grande mestre azulejador da primeira metade do século XVIII.Descrição


A capela, construída no declive rochoso que se estende até ao mar, conserva no seu interior, à esquerda, a antiga gruta escavada no rochedo da beira-mar onde segundo a tradição foi encontrada a imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Aí se venera sob o altar o “Senhor dos Remédios”, imagem de Cristo Morto, de terracota. A encimar o altar um nicho onde provavelmente se venerava originalmente a Imagem de Nossa Senhora dos Remédios, hoje com uma imagem de Nossa Senhora de iconografia não identificável.


O interior destaca-se pelo revestimento integral de azulejos setecentistas em azul e branco – paredes e abobadas - assinados por António de Oliveira Bernardes, grande mestre azulejador da primeira metade do século XVIII.


Na nave encontramos paineis com cenas da vida da Virgem sobre rodapés com cartelas com emblemas marianos. A abóbada tem como tema central a “Assunção de Nossa Senhora”. Na capela-mor encontramos azulejos de figura avulsa com estrelas, que enquadram a cartela central representando o “Pentecostes”, para além de frontões barrocos em azulejo sobre as portas.


No Altar-mor em talha marmoreada venera-se hoje a imagem da Senhora, ladeada por uma escultura de São Jerónimo e uma outra não identificada. Duas edículas nas paredes da capela-mor, encimadas por frontão de aletas em talha dourada, ostentam à esquerda uma “Imaculda Conceição” policromada, e à direita um Cristo Crucificado, ambas em terracota, atribuíveis ao século XVIII.


Na sacristia, sobre o arcaz painel de azulejos em azul e branco, representado o Calvário, de autor desconhecido, com cercadura rococó.


História


O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios – o mais ocidental da Europa – ergue-se junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, junto do Cabo Carvoeiro e tendo em frente o recorte das ilhas Berlengas.


Segundo a tradição a imagem de Nossa Senhora dos Remédios foi encontrada na época em que apareceu também a imagem de Nossa Senhora da Nazaré, cerca de 1179. Teria sido aqui escondida numa gruta pelos cristãos receosos da sua profanação pelos sarracenos. O achamento foi feito por um criminoso fugido da justiça, que procurou refúgio na então ilha de Peniche numa caverna junto ao mar, vindo a encontrar aí a pequena imagem da Virgem Maria com o Menino ao colo. Espalhando-se a notícia, começou o povo a acorrer à gruta para venerar a Senhora e aí foi erguido um altar, transformando a gruta numa pequena capela. Com o aumento do seu culto, foi edificada a actual capela em torno da primitiva gruta, em data anterior ao séc. XVII.


A importância do culto traduzido mais tarde em peregrinações anuais - os Círios - terá motivado a criação de um santuário, composto pela referida capela e por uma praça fronteira orlada de casas onde se encontravam outrora a residência do ermitão e dos mordomos, as hospedarias dos peregrinos e as cavalariças.


 


Padroeira


Segundo a tradição a imagem de Nossa Senhora dos Remédios terá aparecido em finais do séc. XII. Contudo, a imagem hoje existente é uma escultura pétrea de cerca de trinta centimetros, atribuível ao século XV, em alabastro de Nottingham, sendo assim de origem inglesa. Representa a Virgem com o Menino, segurando na mão direita uma maça, segundo a iconografia de Maria “a nova Eva”.


O título com que passou a ser invocada - “Nossa Senhora dos Remédios” – invocação difundida um pouco por todo o território português, pode referir-se ao ter sido esta imagem de Nossa Senhora ocasião de salvação para o criminoso convertido, “remédio” para a sua alma, como o é para todos os crentes.


A imagem está sempre revestida de mantos ricamente bordados, ofertados pelos devotos peregrinos.


Vida de piedade


O Santuário é um importante local de culto a nível regional, sendo muito concorrido não só pelas gentes de Peniche e sua comunidade piscatória, como de inúmeros lugares que aqui acorrem em peregrinação. Assumem particular relevo os “Círios”, forma peculiar de peregrinação colectiva de uma localidade a um santuário, muito característica da região da Estremadura, obedecendo a um cerimonial próprio. Aqui acorrem aindo hoje cerca de quinze Círios, concentrados no terceiro Domingo de Outubro, que animam o Santuário com os seus cortejos ao som da característica gaita-de-foles e o canto das “loas” em louvor de Nossa Senhora pelos anjinhos.

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