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Igrejas do Chiado

Igrejas do Chiado

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Descrição

Duração - 1 hora

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Dificuldade - Baixa

Passear pelo Chiado é percorrer a Lisboa cosmopolita. É lembrar teatros e cinemas, poetas, intelectuais e artistas. É também lugar de conventos e igrejas que marcam a História da cidade de Lisboa e de Portugal

Largo Luís de Camões Largo Luís de Camões

A praça é dominada pela estátua de Luís Vaz de Camões, poeta e autor do grande poema épico Os Lusíadas. À sua frente está o antigo Largo das Duas Igrejas, hoje Largo do Chiado. Entre duas igrejas ficava a Porta de Santa Catarina, ladeada por dois torreões da muralha fernandina.

Nossa Senhora do Loreto Nossa Senhora do Loreto

Esta igreja é a sucessora de uma outra construída aqui, em 1518, pelacomunidade italiana, dedicada a Nossa Senhora do Loreto. Arrasada pelo Terramoto de 1755, foi reconstruída com traçado de José da Costa e Silva. Na fachada, repare na imagem de Nossa Senhora do Loreto e, sob o portal, no brasão com as armas pontifícias, assinalando que a igreja é dependente da Nunciatura Apostólica. No interior, destacam-se as pinturas em trompe l’oeil e os mármores italianos.

Nossa Senhora da Encarnação Nossa Senhora da Encarnação

Inaugurada em 1708, e arrasada pelo Terramoto de 1755, foi reconstruída e só ficou concluída em 1873. Na fachada, repare nas duas imagens provenientes da antiga Porta de Santa Catarina da muralha de D. Fernando e no medalhão com a representação do mistério da Encarnação. No interior, atente na dramaticidade das pinturas dos tectos.

Largo do Chiado Largo do Chiado

Com o nome de um poeta quinhentista, é o largo mais cosmopolita e mais animado da cidade. Foi o centro da vida social e cultural do séc. XIX: habitado e frequentado pela burguesia lisboeta, foi o primeiro bairro da cidade a ser iluminado a gás; aqui se localizavam os melhores cafés, lojas, teatros, cinemas, hotéis e clubes da cidade, sendo local de reunião de poetas, pintores e escritores.

Café a Brasileira Café a Brasileira

A Brasileira do Chiado, como também era conhecido este café, é um dos estabelecimentos mais emblemáticos do Chiado e de Lisboa. Numa das mesas da esplanada d’ A Brasileira, onde era habitué, encontra-se a estátua de Fernando Pessoa.

Nossa Senhora dos Mártires Nossa Senhora dos Mártires

A história da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires leva-nos aos tempos do princípio da nacionalidade, quando D. Afonso Henriques, com a ajuda dos cruzados, conquistou Lisboa aos mouros, em 1147. Os ingleses montaram o seu arraial no local onde depois foi construída a primitiva Igreja de Santa Maria Mártires, aí tendo sepultura aqueles que deram a vida pela conquista de Lisboa. Destruída no Terramoto de 1755, foi inserida no novo plano urbanístico e reconstruída, constituindo um modelo das igrejas pombalinas.

Livraria Bertrand Livraria Bertrand

A livraria Bertrand, fundada em 1732, por Pedro Faure, depois associado a Jean e Pierre Bertrand, é a livraria mais antiga do mundo em funcionamento.

Teatro Nacional de São Carlos Teatro Nacional de São Carlos

O teatro de São Carlos continua a ser o único palco da capital a apresentar temporadas de ópera. Inaugurado em 1793, substituiu a Real Casa da Ópera, que, em Novembro de 1755, sete meses depois da abertura, ruíra e ardera completamente com o Terramoto.

Museu Nacional de Arte Contemporânea Museu Nacional de Arte Contemporânea

Fundado em 1911, o museu está instalado em dependências do antigo Convento de São Francisco da Cidade.

Hospital da Ordem Terceira e Capela de Nossa Senhora da Conceição Hospital da Ordem Terceira e Capela de Nossa Senhora da Conceição

Pertence à Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Cidade, fundada em 1615. O primitivo hospital, destruído pelo Terramoto de 1755, foi aqui reedificado, ficando concluído em 1779. Visite a capela de Nossa Senhora da Conçeição, no 2.º andar.

Largo da Academia das Belas Artes Largo da Academia das Belas Artes

A Academia Nacional das Belas Artes está instalada em edifícios do antigo Convento de São Francisco da Cidade. A escarpa do monte, banhada pelo rio Tejo, foi escolhida pelos primeiros franciscanos para fundarem o seu convento, em 1217, o 4.º existente na cidade. Nele estiveram os 5 Mártires de Marrocos antes de partirem para o Norte de África.

Grémio Literário Grémio Literário

No palacete do n.º 39 funciona, desde 1875, o Grémio Literário, fundado, em 1846, por carta régia de D. Maria II, e contando entre os sócios fundadores Alexandre Herculano e Almeida Garrett.

Escadinhas do Santo Espírito da Pedreira Escadinhas do Santo Espírito da Pedreira

Evocam o antigo Convento do Espírito Santo, fundado, em 1671, no edifício da Casa do Santo Espírito da Pedreira, de uma importante irmandade de mercadores originária do séc. XIII. Ocupando o espaço entre as actuais ruas do Carmo e Nova do Almada, o convento ficou muito destruído pelo Terramoto de 1755.

Santíssimo Sacramento Santíssimo Sacramento

A antiga Igreja do Santíssimo Sacramento, fundada em 1667 para sede da paróquia criada em 1584, ruíu com o Terramoto de 1755. No novo plano urbanístico, a nova igreja seria construída no mesmo local, mas a porta seria virada para a Rua Garrett, ou seja, voltada a Sul; a Irmandade do Santíssimo Sacramento opôs-se, exigindo que a porta principal da igreja mantivesse a orientação antiga. Ao entrar, atente particularmente nas pinturas dos tectos e nas telas dos altares.

Largo do Carmo Largo do Carmo

Situado no cimo do monte da Pedreira, o Convento de Nossa Senhora do Carmo foi fundado em 1389 por D. Nuno Álvares Pereira. Nomeado Condestável do Reino por D. João I, em 1385, à sua inteligência militar se deve a vitória das tropas de Portugal contra as de Castela. Homem poderoso e rico, despoja-se de todos os seus bens e entra como Frei Nuno de Santa Maria no convento que fundara, em 1423. Ao centro do largo, o chafariz tardo-barroco datado de 1769.

Convento do Carmo / Museu Arqueológico do Carmo Convento do Carmo / Museu Arqueológico do Carmo

É a única igreja gótica da cidade. Local onde viveu e depois esteve sepultado D. Nuno Álvares Pereira, encontra-se em ruínas desde 1 de Novembro de 1755. O restauro nunca foi concluído, razão pela qual a antiga igreja oferece um efeito cenográfico único. Parte das instalações são ocupadas pelo Museu Arqueológico do Carmo.

Nossa Senhora do Carmo Nossa Senhora do Carmo

No n.º 25, encontra-se a sede da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Na igreja, terminada em 1789, encontra-se uma urna com os restos mortais de São Nuno de Santa Maria.

Teatro da Trindade Teatro da Trindade

Inaugurado em 1867, foi o teatro mais chique do Chiado, onde a burguesia vinha às soirées.

Cervejaria Trindade Cervejaria Trindade

A mais antiga cervejaria de Portugal encontra-se instalada no espaço do antigo convento dos Frades Trinos, desde 1836.

Antigo Convento da Trindade Antigo Convento da Trindade

Todo o quarteirão era ocupado pelo antigo Convento da Santíssima Trindade, construído entre 1289 e 1325 com o patrocínio da rainha Santa Isabel, e destruído completamente pelo Terramoto de 1755. A expressão “Cair o Carmo e a Trindade” surge da memória da destruição destes dois conventos do Chiado.

São Roque São Roque

No local da ermida manuelina mandada construir em 1506 em honra de São Roque, os padres da Companhia de Jesus iniciaram a construção da nova igreja em 1565. A fachada maneirista da igreja, de traçado simples, esconde a maravilha do seu interior. Olhe para o tecto pintado em 1584-1588, por Francisco Venegas. Percorra as capelas edificadas pelas diversas irmandades. Aprecie as talhas douradas, os relicários, as pinturas: é o barroco na sua máxima expressão! No altar-mor, encontra-se a cripta de D. João de Borja; D. Tomás de Almeida, 1.º Patriarca de Lisboa, foi aqui sepultado. Na sacristia, conheça a história da vida de São Francisco Xavier, a partir das telas pintadas por André Reinoso. O seu maior tesouro é a Capela de São João Baptista, mandada fazer em Roma pelo rei D. João V. Foi montada e sagrada pelo Papa em Roma, em 1747, e trazida para Lisboa - o rei nunca chegou a vê-la, pois morreu entretanto.

Museu de São Roque Museu de São Roque

Instalado, desde 1902, nas antigas dependências da Casa Professa de São Roque, foi alvo de remodelação em 2005. Nele pode admirar um variado e rico espólio, desde as quatro telas alusivas à vida de São Roque ao conjunto de objectos relacionados com a encomenda da capela de São João Baptista, entre outros.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O edifício da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi outrora o Palácio Niza. Construído no séc. XVI pelos descendentes de Vasco da Gama, nele viveu D. Tomás de Almeida, o 1.º patriarca de Lisboa. A Confraria da Misericórdia, fundada pela rainha D. Leonor, em 1498, é a instituição de solidariedade social mais antiga de Portugal: a sua sede trasladou-se da capela da Terra Solta, no claustro da Sé, para a antiga Igreja da Misericórdia, em 1534, sua primeira casa própria; destruída esta pelo Terramoto de 1755 e expulsos os Jesuítas em 1759, passou para a Igreja e Casa Professa de São Roque, em 1768.

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