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Os Conventos de Sant’Ana

Os Conventos de Sant’Ana

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Descrição

Duração - 2 horas

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Dificuldade - Baixa

Lisboa é pontuada por edifícios que outrora foram casas de comunidades religiosas, cada uma com os seus fins – a oração, o acolhimento, a educação –, e que hoje cumprem propósitos bem diferentes. Venha conhecer os lugares e a memória desses edifícios.

São Domingos de Lisboa São Domingos de Lisboa

De iniciativa régia, o Convento de São Domingos de Lisboa da Ordem dos Pregadores foi fundado em 1242, tendo recebido uma segunda campanha de obras em 1249, por iniciativa de D. Afonso III. Nos terrenos da cerca foi construído, a partir de 1492, o Hospital Real de Todos os Santos.

O terramoto de 1755 provocou grandes estragos no convento, tendo o projeto de reconstrução da Baixa alterado significativamente a imagem do Convento, nomeadamente com a construção dos dormitórios no grande bloco que delimita a praça do Rossio.

Após a extinção das Ordens religiosas, a zona do convento foi parcialmente demolida com a abertura da Rua de Dom Antão de Almada e a Travessa Nova de São Domingos. A igreja sofreu um violento incendio em 1959, que destruiu praticamente todo o interior e a cobertura.​

Nossa Senhora da Encarnação Nossa Senhora da Encarnação

Convento de Nossa Senhora da Encarnação de Lisboa; Convento da Encarnação; Mosteiro de Nossa Senhora da Encarnação da Ordem Militar de São Bento de Avis; Recolhimento da Encarnação

A fundação do Mosteiro de Nossa Senhora da Encarnação é devida à vontade testamentária da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, falecida em 1577. Vicissitudes várias, relacionadas com o contexto histórico das décadas seguintes, levaram a que o mosteiro só viesse a ser fundado em 1614, sob égide de Filipe III.

O Mosteiro da Encarnação foi, então, instalado ao Poço do Borratém, perto do Rossio. Em 1625 iniciou-se a construção do atual complexo, na Colina de Sant’Ana. Nesta altura as obras terão sido conduzidas por Baltazar Álvares e, pouco depois, por Mateus do Couto, tio. Prolongaram-se pelo século XVII e entraram pelo XVIII, tendo havido um incêndio em 1734 que justificou novas intervenções, situação que igualmente se verificou com 1755. Ao longo destes tempos intervieram no mosteiro João Antunes, Custódio Vieira e Manuel Caetano de Sousa.

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, as condições de vida no convento decaíram consideravelmente, pois cessou a entrada dos rendimentos provenientes da Ordem de Avis. Por morte da última religiosa, foi extinto em 1896 e integrado na Fazenda Nacional. Já no século XX integrou os Recolhimentos da Capital, conjunto que em 2011 foi entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Santo Antão-o-Novo Santo Antão-o-Novo

A construção do Colégio de Santo Antão-o-Novo (arq. Baltasar Álvares, inaugurado em 1594)  respondia à necessidade da Companhia de Jesus de possuir um grande edifício para o seu programa educativo e religioso. Deveu-se à Condessa de Linhares a iniciativa da construção da sua grandiosa igreja, inaugurada em 1653 após quarenta anos de obras. Com a destruição provocada pelo Terramoto de 1755 e posterior demolição das ruinas, apenas a sacristia chegou aos nossos dias.

Em 1769, dez anos após a expulsão dos jesuítas do país, o Marquês de Pombal determinou que no edifício se instalasse o Hospital de S. José, em substituição do Hospital Real de Todos-os-Santos, destruído por um incêndio em 1750 e pelo Terramoto de 1755. Para o efeito, foi feita uma adaptação do espaço existente às novas funções, mantendo-se no essencial a estrutura primitiva. Em 1775 o novo hospital começou a receber doentes.

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